Posted by: Marcela Bonazzi | December 8, 2011

Broadway dreams

Uma das minhas maiores frustrações na vida é não saber cantar. Quer dizer, eu sei cantar, só não sou nem um pouco afinada. Isso não me impede de cantar no chuveiro, sozinha no quarto, às vezes no ônibus e de vez em quando no karaokê.

Com toda essa vontade dentro de mim tudo o que posso fazer é admirar. Por isso sempre fui muito ligada a música e sempre sonhei em ver um musical da Broadway. Ainda não sei se existe coisa mais sensacional que aquilo, mas para mim é simplesmente inacreditável a grandiosidade das produções e a tradição de cada uma… me deixa boba.

Eu já variei muito entre qual peça eu assistiria se tivesse a chance. Quem pode me culpar? São tantas! Tem Chicago, Lion King, Mary Poppins, Phantom of the Opera… a lista é infinita para mim. Mas ultimamente tem uma peça em especial que tem conquistado meu coração: Wicked. Tá bom, pode ser e com certeza é influência de Glee, mas  não tem como negar que é simplesmente incrível.

A verdade é que queria poder voltar no tempo para ver a versão com a Idina “diva eterna” Menzel e a Kristin Chenoweth, mas como não dá eu quero porque quero ver essa peça com seja lá quem esteja no elenco quando eu for. As músicas são o máximo, a história é boa e os efeitos também já foram bem elogiados.

Tenho duas músicas preferidas, que me ganharam pela letra: Defying Gravity e For Good. Essa última, aliás, me faz chorar rios. Principalmente quando você vai buscar no Youtube vídeos de quando uma das atrizes está fazendo sua última apresentação. For Good é uma das últimas músicas, então é quando elas não se seguram mais e caem no choro.

Vou deixar aqui em baixo o vídeo do último For Good da Kristin Chenoweth. Ela e a Idina viraram super amigas, então é emocionante sem fim. Vou deixar a letra também, porque foi ela que mais mexeu comigo. Aproveitem, se inspirem e comprem uma passagem e entradas para Wicked para mim! =]

For Good – Elphaba e Glinda

I’m limited.
Just look at me.
I’m limited.
And just look at you.
You can do all I couldn’t do.
Glinda…
So now it’s up to you,
For both of us.
Now it’s up to you.

I’ve heard it said,
That people come into our lives,
For a reason.
Bringing something we must learn.
And we are lead to those,
Who help us most to grow if we let them.
And we help them in return.
Well I don’t know if I believe that’s true.
But I know I’m who I am today,
Because I knew you.
Like a comet pulled from orbit,
As it passes a sun.
Like a stream that meets a boulder,
Halfway through the wood.
Who can say if I’ve been changed for the better,
But because I knew you,
I have been changed for good.

It well maybe,
That we will never meet again,
In this lifetime.
So let me say before we part,
So much of me,
Is made of what I learned from you.
You’ll be with me,
Like a handprint on my heart.
And now whatever way our stories end,
I know you’ll have rewritten mine,
By being my friend.
Like a ship blown from it’s mooring,
By a wind off the sea.
Like a sea dropped by a sky bird,
In a distant wood.
Who can say if I’ve been changed for the better,
But because I knew you…
Because I knew you…
I have been changed for good.

And just to clear the air,
I ask forgiveness,
For the things I’ve done,
You blamed me for.

But then,
I guess,
We know there’s blame to share.
And none of it seems to matter,
Anymore.

Like a comet pulled from orbit
(Like a ship blown from it’s mooring,)
As it passes a sun.
(By a wind off the sea.)
Like a stream that meets a boulder,
(Like a sea dropped by bird,)
Halfway through the wood.
(In the wood.)
Who can say if I’ve been changed for the better.
I do believe I have been changed for the better.

And because I knew you…
Because I knew you…

Because I knew you,
I have been changed…
For good.

Posted by: Marcela Bonazzi | October 29, 2011

Os primeiros

Alguma vez você já parou para pensar que um dia pode ficar sem primeiros? O que vai ser da vida quando não tivermos mais a surpresa de uma situação desconhecida? Acredite se quiser, isso pode ser bem assustador. Mas ao mesmo tempo um pouco reconfortante, se é que faz sentido.

Antes de devanear para longe daqui preciso contar duas coisas que todo mundo já sabe, mas mesmo assim é bom ressaltar para ver se tudo isso faz pelo menos um pouco de sentido.  Eu namoro há sete anos e meio. Sou louca pelo meu namorado e estamos juntos desde que eu tinha 15 anos de idade e ele 18. E eu sou viciada em séries. Maluca mesmo, daquela que cita frases aletórias em conversas e tudo mais.

Isso dito eu volto para a questão dos primeiros. Lembro de quando percebi isso. Foi logo depois de assistir a um episódio de Friends. A Monica já está com o Chadler e, de repente, ela se toca que depois que os dois estiverem casados não vai mais ter a experiência dos primeiros com mais ninguém. O primeiro beijo, o primeiro encontro, a primeira noite juntos, o primeiro final de semana juntos… enfim, todos os primeiros.

Ela tem um mini surto mas aí os dois conversam e percebem que sempre terão alguma novidade pela frente: a primeira casa, o primeiro filho, a primeira noite em claro cuidando do filho e outras muitas coisas mais. Crise revertida e os dois são felizes para sempre. Lembro de na época falar disso com o Luiz, dizendo que se realmente fossemos nos casar um dia a mesma coisa ia acontecer com a gente e, eventualmente ficaríamos sem primeiros também. Era mais nova na época, me assustava com facilidade, mas o Lu sempre foi maduro então conversamos e isso passou. E vivemos felizes para sempre.

Até que comecei a rever How I Met Your Mother desde a primeira temporada (série, aliás, que eu indico para todos. É genial e vale muito a pena!). Nela, o Marshal e a Lily também estão juntos há bastante tempo e são muito felizes no relacionamento. Um certo dia eles ficam presos no banheiro do apartamento deles e, depois de algumas horas, ela fica com vontade de fazer xixi. O problema disso é: eles nunca foram ao banheiro um na frente do outro.

Volta pra neurose do “o romance se perdeu na rotina” e “vamos nos perder sem ter alguma novidade no relacionamento”. Claro que depois que o choque passa os dois percebem que o amor é o mesmo e que eles ainda vão ficar juntos por muitos e muitos anos criando outros primeiros. E eles viveram felizes para sempre.

Eu, que também estava nesse estado, comecei a encanar de novo. Eu comecei a namorar com 15 anos. Pulei praticamente uma fase inteira da minha vida porque estava namorando e minhas amigas estavam solteiras. Eu não tenho um primeiro beijo há sete anos! E provavelmente não vou ter outro pelo resto da minha vida! Tantas coisas que eu não fiz e nem nunca vou fazer. Tantas experiências…

Mas sabe de uma coisa? Eu sou feliz. De verdade. Tive fases complicadas com o Luiz, principalmente porque ele me conheceu menina e teve que esperar eu virar mulher. Isso não é fácil de se fazer, Meninas são difíceis, e eu sei que fui bem chata em determinadas fases. Mas ele estava sempre ali, firme e forte, só esperando por mim. Agora estamos na mesma página, queremos a mesma coisa ao mesmo tempo e estamos indo na mesma direção.

Outro dia fomos jantar juntos e quando ele foi me deixar em casa começou a tocar Can’t Stop Loving You, do Van Halen, e eu disse que essa seria uma ótima música para servir de trilha sonora no vídeo da nossa retrospectiva no nosso casamento. Foi aí que eu me surpreendi: o Luiz disse que já sabia que música ele ia usar para a retrospectiva da vida dele.

Sabe o motivo da surpresa? Bem simples: é claro que a gente vive falando sobre morar junto, se casar, construir uma família e viver felizes para sempre. Mas eu nunca tinha ouvido o Lu falar alguma coisa realmente concreta sobre o nosso futuro casamento. Só que ele não queria que meu vestido fosse de bolo, mas até aí grande coisa. Isso, ele ter uma música definida, realmente mexeu comigo. Mostrou que, assim como eu, ele já se pegou imaginando de verdade como seria, o que ele quer e o que não quer.

Fiquei maravilhada, de verdade. Percebi que esse foi o nosso primeiro plano concreto para o nosso futuro casamento. Tá vendo só, eu falei primeiro!

A verdade é que a vida nunca te deixa sem primeiros. Sempre tem algo novo para ser desbravado. Mesmo que nunca mais vá ter um primeiro beijo com alguém eu ainda tenho muitos primeiros para viver com o homem que eu amo. E não poderia estar mais satisfeita com isso do que estou.

Posted by: Marcela Bonazzi | October 24, 2011

Ideias até que geniais

Resolvi tirar as teias de aranha do meu blog e descobri que o WordPress agora interaje!

Quando você coloca tags no seu post ele sugere outros assuntos que tenham a ver com o que você acabou de escrever. Quando falei sobre café e o ser louco que viro com cafeína no sistema ele sugeriu o seguinte: “Create a soundtrack that captures the essence of your 2011 so far”. Não é que eu achei muito legal. Porque não tentar, né?

Com certeza vou suar para conseguir terminar isso. Meu gosto musical muda a cada dia e de vez em quando várias vezes ao dia. É difícil acompanhar. Mas algumas músicas eu ouvi diversas vezes esse ano e sempre acabo voltando pra elas, então lá vão:

Somewhere Only We Know – Keane (apesar de eu ouvir mais a versão de Glee)
Raise Your Glass – P!ink (de novo, ouço mais a versão de Glee. O que dizer? Adoro a voz do Darren Criss)
Breakeven – The Script
Drops of Jupiter – Train
Won’t Go Home Without You – Marron 5 (na verdade quase todas deles)
Viva la Vida – Coldplay (na verdade quase todas deles II)
Bohemian Rhapsody – Queen (ótima para cantar junto)
That’s The Truth – McFly
Inventing Shadows – Dia Frampton (virei fã de The Voice. Com Adam Levine e Blake Shelton fica difícil não amar)
Tell Me Why – Taylor Swift
Everything – Michael Bublé

Mas tem tantas… É difícil escolher. Esse post tá em aberto há mais de um mês!!!! Vou fechar esse ciclo da minha vida, acho que chegou a hora!

Quais as músicas de vocês?

Posted by: Marcela Bonazzi | September 15, 2011

Insônias e cafés

Eu, como grande parte da população, sofro de insônia vez ou outra. Quando ela ataca eu fico pelo menos até cinco horas da manhã completamente acesa, sem conseguir pregar os olhos. E só durmo depois de muita insistência.

A última vez que isso aconteceu foi noite passada. Eram quatro horas da manhã e eu estava lá, limpando a cozinha, lavando a louça e dando uma geral no microondas. Sem um pingo de sono. Quando finalmente consegui dormir deviam ser mais de seis horas da manhã porque minha mãe estava começando a se arrumar para ir para o trabalho.

Acordei por volta das onze para ir almoçar na casa da minha avó. Tive umas cinco horas de sono que seriam suficientes se tivessem sido boas, mas não foram. Meu sonho foi muito agitado, e rolei na cama que nem um frango assado a manhã toda. Mas né? Vó é vó, então levantei e fui almoçar com ela.

Só fui realmente começar a sofrer com a falta de sono quando eram três horas da tarde – faltando quatro horas para o final do meu expediente. Bocejava a cada um minuto e meu olho lacrimejava sem fim. Tinha certeza de que ia começar a dormir sentada a qualquer momento. Sim, era feia assim a situação. Então decidi fazer uma coisa que há muito não fazia: tomar café.

Vou explicar meu relacionamento com o café. Nós nos amamos, muito mesmo. Eu amo o cheiro, o gosto e o efeito que ele tem em mim. Passei um ano inteiro tomando uma garrafa térmica de café sozinha por dia. Isso, somado ao stress da vida, teve consequências e assim nasceu minha gastrite. Tive que me separar do café.

Ele virou meu maior inimigo e sempre que tomava um golinho que fosse passava mal o bastante para lembrar o motivo de não estarmos mais juntos. Conforme me curei da gastrite voltei a ter hábitos alimentares horríveis, mas o café nunca voltou. Por algum motivo nunca nos acertamos.

Até hoje. Hoje eu cheguei no nível de não saber como ia ficar acordada. Tentei música alta, jogar água no rosto e até uns tapinhas de leve. Nada deu certo. Tive que recorrer ao café. Meu bom e velho amigo café aquele que eu não tomava há meses. Aquele que eu amo. Se eu soubesse no que essa história toda ia dar não tinha me dado ao trabalho e tinha tirado meus quinze minutos de folga para cochilar na sala de reunião.

Logo que a cafeína começou a fazer efeito eu comecei a sentir calor. MUITO calor. Comecei tirando o casaco, depois o lenço, depois a malha. Parei na regata – até porque embaixo dela não tinha nada. Ainda morria de calor. Me abanava sem parar. Aí começou a tontura. A redação rodava e rodava e eu hiperativa fazendo tudo super rápido.

E nessa onda de calor e tontura minha mão começou a tremer. Se nunca tivesse tido isso antes ia achar que estava morrendo. Mas sabia que era só cafeína demais num corpo que estava cansado demais e com horas de sono a menos. Só me restava esperar passar. E tomar água. Muita, muita, muita água.

Óbvio que os efeitos foram passando aos poucos, mas pelo menos aprendi algo de valioso hoje: muita cafeína num corpo cansado e desacostumado é igual à menopausa precoce com requintes de tremedeira.

Anotaram?

Posted by: Marcela Bonazzi | March 21, 2011

Souvenir

Se tem uma coisa que eu vou levar do show da Shakira, além de uma bela dor de garganta por dançar Waka Waka na chuva, é essa música. Apaixonei.

Cantem junto!

Si es cuestion de confesar
No se preparar cafe
Y no entiendo de fútbol

Creo que alguna vez fui infiel
Juego mal hasta el parques
Y jamas uso reloj

Y para ser mas franca nadie
Piensa en ti como lo hago yo
Aunque te de lo mismo

Si es cuestion de confesar
Nunca duermo antes de diez
Ni me baño los domingos

La verdad es que tambien
Lloro una vez al mes
Sobre todo cuando hay frio

Conmigo nada es facil
Ya debes saber
Me conoces bien
(Y sin ti todo es tan aburrido)

El cielo esta cansado ya de ver
La lluvia caer
Y cada dia que pasa es uno mas
Parecido a ayer
No encuentro forma alguna de
Olvidarte porque
Seguir amandote es inevitable

Siempre supe que es mejor
Cuando hay que hablar de dos
Empezar por uno mismo

Ya sabras la situacion
Aqui todo esta peor
Pero al menos aun respiro

No tienes que decirlo
No vas a volver
Te conozco bien
(Ya buscare que hacer contigo)

El cielo esta cansado ya de ver
La lluvia caer
Y cada día que pasa es uno mas
Parecido a ayer
No encuentro forma alguna de
Olvidarte porque
Seguir amándote es inevitable

Siempre supe que es mejor
Cuando hay que hablar de dos
Empezar por uno mismo

Posted by: Marcela Bonazzi | February 17, 2011

Mensagens escondidas

Fearless – I loved you before I met you

Fifteen – I cried while recording this

Love Story – Someday I’ll find this

Hey Stephen – Love and thefth

White Horse – All I ever wanted was the truth

You Belong With Me – Love’s blind so you couldn’t see me

Breathe – I’m sorry I’m sorry I’m sorry

Tell Me Why – Guess I was fooled by your smile

You’re Not Sorry – She can have you

The Way I Loved You – We can’t go back

Forever & Always – If you play these games we’re both going to lose

The Best Day – God bless Andrea Swift

Change – You made things change for me

Demorei meses para descobrir isso, mas achei divertido e foi um ótimo passatempo.

Posted by: Marcela Bonazzi | February 11, 2011

Disney words

So I’m moving on, letting go, holding on to tomorrow. I’ve always got the memories while I’m finding out who I’m gonna be. We might be apart but I hope you always know you’ll be with me wherever I go.

Posted by: Marcela Bonazzi | January 31, 2011

Borboletas

Sabe, eu nunca confiei muito em borboletas. Como as pessoas conseguem confiar em um bicho que num dia é uma lagarta e no outro, só porque passou um tempinho muito bem embrulhado, vira uma borboleta linda? Eu durmo enrolada que nem uma múmia e acordo pior do que fui dormir, mas até aí essa não é nenhuma mudança memorável.

Já passei muito tempo pensando nisso no ônibus enquanto estava indo para a faculdade. O assunto ressurgiu a pouco tempo com o Lu e a família dele.  Como você confia em alguma coisa que muda de forma tão drástica e de uma hora pra outra? Mas aí percebi uma coisa engraçada: nós também mudamos – talvez tanto quanto uma borboleta, mas mudamos.

Eu não sou mais a pessoa que era no ginásio, ou no colegial e muito menos no cursinho. Não sou nem a pessoa que eu era no primeiro ano da faculdade. Todas essas pessoas que um dia eu fui já não existem mais. Elas ficaram no passado e na memória, dando espaço para alguém novo. Uma mulher diferente, ainda tão menina mas já tão crescida.

Ainda tenho aversão à sandálias, salto alto, deixar as pernas de fora e o cabelo solto. Ainda gosto das mesmas músicas, gosto dos mesmos programas de televisão e admiro os mesmo atores. Claro que de vez em quando eu saio de vestido. Ou uso o cabelo solto. Se está calor porque não ficar com as penas de fora?

Talvez todos nós tenhamos um quê de borboleta, afinal. Mas não espere me ver em um casulo tão cedo! Quero mudar devagar, no  meu próprio ritmo, obrigada.

Older Posts »

Categories

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.