Posted by: Marcela | July 9, 2009

Uma Paixão

Parte da minha vida

Parte de quem eu sou

Sempre fui apaixonada por séries, desde que era pequena e assistia Lois & Clark – As Aventuras de Superman com o meu pai religiosamente todos os domingos de manhã. Com o tempo fui conhecendo e explorando esse mundo melhor, ficando viciada em ER, Friends e muitas outras. Uma que eu sempre amei de paixão, no entanto, foi Gilmore Girls.

Lembro que me apaixonei desde o primeiro episódio, e a partir daí foi fixação total. Foi assim que comecei a estudar inglês sozinha, para aprender mais rápido e poder fazer download dos episódios pela internet e assistir no ritmo americano, já que as temporadas novas demoravam a vida para chegar na Warner.

Pois bem, inglês devidamente aprendido, penei para aprender a acompanhar o ritmo de fala da Lorelai (meu Deus essa mulher fala rápido!), mas surtava toda quarta-feira, quando tinha episódio novo para assistir. Procurava spoilers em fóruns, passava horas internet lendo sobre as referências pop obscuras de Amy Sherman Palladino, e cada dia mais achava o mundo Gilmore mais e mais fascinante.

Entrei em comunidades do Orkut, onde fiz amigos de verdade. Juntos, nós sofríamos, torcíamos, comemorávamos e comentávamos cada episódio, cada cena, cada personagem, cada referência. Com o tempo, éramos mais que viciados em séries e conversávamos sobre o nosso dia, sobre o caixa que não devolveu nosso um centavo de troco, ou sobre possíveis encontros que nunca aconteceram…

Quando a série foi cancelada, fiquei arrasada. Ia acabar minha alegria! O que eu ia fazer toda quarta-feira à noite? O que aconteceria com os sites e fóruns salvos nos meus favoritos, aqueles mesmos que mostravam para mim o futuro de meus personagens em spoilers?  Nos últimos tempos, tudo o que eu fazia era torcer por ver Lorelai e Luke juntos, sonhar junto com Rory um mundo cheio de aventuras e coberturas jornalísticas incríveis, rir com as loucuras de Kirk, ficar por dentro das fofocas de Stars Hollow com Patty e Babette, contar as diferentes empregadas de Emily e Richard Gilmore e me surpreender a cada mania nova de Taylor.

Com o tempo vi que tudo ficaria bem, e que havia um mundo cheio de outros canais, outras séries, só esperando serem assistidas. Grey’s Anatomy, House, Desperate Housewives, Jonas, Hannah Montana, The Bing Bang Theory, Two and a Half Man, Charmed e tantas outras…

Hoje em dia, tenho a chance de, sempre que a editora de séries está de folga, ficar cuidando do Estrelando Séries, e relembrar minha paixão. Ainda acompanho meus seriados favoritos, e ainda leio a coluna do Ausiello (o rei dos spoilers, faça uma reverência) e vejo as maiores novidades.

Mas nenhuma série nunca me fez sentir como Gilmore Girls, e não acho que ainda fará. E sabe o que me levou a falar disso? Meu namorado (lindo maravilhoso fofo salve salve!) me deu o DVD da segunda temporada de presente, e eu praticamente engoli os episódios de tão rápido que eu assisti.

Aliás, meu aniversário é terça-feira que vem, dia 14, e to morrendo pra rever o primeiro episódio da terceira temporada! Aceito doações…  =) Enfim, e você, qual a sua série favorita?

Posted by: Marcela | July 2, 2009

Músicas que Falam de Mim (parte 3)

Eu tive um dia daqueles em que nada parece dar certo. Nessas situações tem algumas músicas que eu gosto de ouvir, como A Little Bit Longer dos Jonas Brothers. Mas, como já falei sobre o que essa música faz comigo antes (lembra?), hoje escolhi outra, mas que serve o mesmo pretexto.

Se chama I’ll be OK, e é do McFly. O engraçado é: por mais que eu ouça esta música quando estou na fossa ela é bem alegrinha. Vou deixar a letra em baixo para vocês conferirem:

When everything is going wrong
And things are just a little strange
It’s been so long now you’ve forgotten how to smile
And overhead the skies are clear but it still seems to
rain on you
And your only friends all have better things to do

When you’re down and lost
And you need a helping hand
When you’re down and lost along the way
Oh just tell yourself
I’ll, I’ll be ok

When things are only getting worse
And you need someone to take the blame
When your lover’s gone there’s no one to share the
pain
You’re sleeping with the tv on and you’re lying in an
empty bed
All the alcohol in the world would never help me
through it again

When you’re down and lost
And you need a helping hand
When you’re down and lost along the way
Just try a little harder
Try your best to make it through the day
Oh just tell yourself
I’ll, I’ll be ok

You’re not alone
[You're not alone]
You’re not alone
[You're not alone]
You’re not alone

Just tell yourself I’ll, I’ll be ok
Oh just tell yourself, I’ll, I’ll be ok
Won’t you tell yourself, I’ll be ok

When you’re down and lost
And you need a helping hand
When you’re down and lost along the way
Try a little harder
Try your best to make it through the day
And oh just tell yourself
I’ll, I’ll be ok
I’ll, I’ll be ok
I’ll, I’ll be ok

A letra é típica de mpusicas fossa: “Eu sei que está tudo muito ruim mas não se preocupe, tudo vai ficar bem”. O que eu gosto é que além disso tem um toque de humor britânico da banda (mesma autora da frase ‘Life’s a bitch, and so are you’, na música Bubble Wrap). Afinal, a frase ‘All the alcohol in the world would never help me through it again’ mostra uma tendência meio Lindsay Lohan, de beber para afogar as mágoas e tal, e é no mínimo irônica.

E não adianta, às vezes tudo o que precisamos ouvir é que tudo vai ficar bem. Eu bem que sei, faço isso o tempo todo, e dizem isso bastante pra mim também. Essa música, na verdade. Não fala só de mim, fala se todos.

Segue o vídeo aí em baixo, e eu aconselho assistirem, os vídeo do McFly costumam ser ótimos! Please please é um must!!!

Ficha Técnica:
Música: I’ll Be OK
Intérprete: McFly
Álbum: Wonderland
Gravadora: Island Records
Composição: Tom Fletcher / Danny Jones / Dougie Poynter

Posted by: Marcela | June 30, 2009

Instinto Materno

instinto materno

O instinto de cuidar e ajudar

Tem gente que não acredita quando eu digo que nasci para ser mãe, mas quem passa a me conhecer tem cada vez mais certeza disso. Uma parte grande de mim, talvez a maior de todas, é uma grande mãezona.

Não adianta: toda viagem, todo passeio ou até mesmo no dia a dia, sou eu quem pensa nos detalhes que geralmente sua mãe pensaria. Um exemplo: adivinha quem leva lanche para a Sis na redação todos os dias, só para garantir que ela não vai ficar com fome e ter um ataque de enxaqueca depois? Quem chutou ‘eu’ acertou! E acredite, isso é só o começo.

Sabe quando dizem que mãe vira fera quando atacam sua cria? Pois é, mexe com alguém que eu amo pra você ver… Vai ouvir o que quer e o que não quer, isso se eu não for um pouco mais agressiva. Não vou partir pra violência, mas você não quer me ver brava, acredite.

E ver alguém doente? Não posso de jeito maneira. Parece que um instinto enfermeira surge do âmago do meu ser e me domina, e tudo o que eu penso é o que fazer para que a pessoa melhore o mais rápido possível. Já fiquei sem dormir, já segurei desmaio, já passei o dia de plantão do lado da pessoa, já fiz cafuné, fiz de tudo. Assim que tenho certeza que a pessoa melhorou eu relaxo, mas só depois disso, claro.

Cuidei de todos os meus primos bebês, coloquei para dormir, troquei fralda, dei mamadeira. Cuidei de irmão operado, amiga com ataque nervoso e Sis em estado mais gripal que os porcos atualmente. Já tomei lugar de mãe algumas vezes, na falta das mesmas. Deixo o que estiver fazendo de lado para ajudar quem eu amo, faço o que for para ver essas pessoas felizes e bem.

Pode até ser que alguém leia isso e diga que é normal, que todo amigo é assim. Eu discordo. Sou muito passional quando o assunto são as pessoas que eu amo, e vou me virar do avesso para ajuda-los, assim como uma mãe faria.

Por que eu faço tudo isso? Como eu já disse, é maior que eu. Não é algo controlado. Eu vou parar o meu final de semana para levar almoço para alguém, eu vou passar a madrugada acordada rezando para minha amiga melhorar e parar de desmaiar, eu vou acordar num pulo no meio da noite quando minha priminha chorar, vou pegar ela no colo e ninar até ela dormir. Essa sou eu.

Mais que isso, sei que se um dia eu precisar de alguém eu vou ter meus amigos, meus primos (já não tão bebês), meu namorado, minha família. Vou ter todos cuidando de mim, até que eu esteja bem. Vale a pena ser “mãe”, por isso vale muito a pena.

Posted by: Marcela | June 28, 2009

Músicas que Falam de Mim (Parte 2)

Essa sexta-feira, dia 26, eu fui no cinema com a Sis, e fomos assistir Hannah Montana – o Filme, e é claro que só tínhamos nós lá de “adultas” (não estou contado as mãe/avós que levaram os filhos/netos). Mas não era sobre isso que queria falar.

Já tinha ouvido a trilha sonora antes, e saiba diversas músicas de cor, óbvio (tem coisa mais divertida que cantar junto com o filme?)! Mas uma coisa me chamou muito a atenção, que eu já tinha reparado antes, mas não tinha me atingido com tanta força. É uma das músicas, chamada The Climb.

Ela define tão bem o que eu venho passando nos últimos dias que me fez chorar em pleno filme da Hannah Montana. Vou colocar a letra aqui em baixo, vale a pena:

I can almost see it
That dream I’m dreaming but
There’s a voice inside my head sayin,
You’ll never reach it,
Every step I’m taking,
Every move I make feels
Lost with no direction
My faith is shaking but I
Got to keep trying
Got to keep my head held high

There’s always going to be another mountain
I’m always going to want to make it move
Always going to be an uphill battle,
Sometimes you going to have to lose,
Ain’t about how fast I get there,
Ain’t about what?s waiting on the other side
It’s the climb

The struggles I’m facing,
The chances I’m taking
Sometimes they knock me down but
No I’m not breaking
I may not know it
But these are the moments that
I’m going to remember most yeah
Just got to keep going
And I,
I got to be strong
Just keep pushing on, cause

There’s always going to be another mountain
I’m always going to want to make it move
Always going to be an uphill battle,
Sometimes I’m going to have to lose,
Ain’t about how fast I get there,
Ain’t about what’s waiting on the other side
It’s the climb

There’s always going to be another mountain
I’m always going to want to make it move
Always going to be an uphill battle,
Sometimes you going to have to lose,
Ain’t about how fast I get there,
Ain’t about what’s waiting on the other side
It’s the climb

Keep on moving
Keep climbing
Keep the faith baby
It’s all about
It’s all about
The climb
Keep the faith
Keep your faith

É sobre o fim que as coisas tomam, e não os meios que nos fazem chegar a elas. Os tempos podem estar difíceis agora, mas no final tudo ruma para algum lugar que não deveria te importar qual agora. O que importa não é chegar ao topo: é a escalada.

Não dá pra viver pensando só no que você quer do seu futuro, ou do que você espera que aconteça agora. O presente está aí, se esfregando na sua cara, pedindo para ser vivido. Não tem um carro, tem que andar de ônibus? Ótimo, descubra como aproveitar seu tempo dentro dos Mercedões, ao invés de ficar imaginando que quando você tiver um carro tudo vai ser diferente.

Sonhe, é claro. Sou a primeira e a maior incentivadora do mundo dos sonhos, mas não deixe que isso te impeça de viver, de aproveitar. Se não, que histórias você vai ter para contar?

Para quem quiser, tem um vídeo da música. Não foi extraído do filme por que ele foi divulgado antes da estréia do filme, mas vale a pena mesmo assim. Adoro pessoas que cantam na chuva!

Ficha Técnica:
Música: The Climb
Intérprete: Miley Cyrus
Álbum: Hannah Montana – The Movie
Gravadora: Hollywood Records
Composição:
Jessi Alexander / Jon Mabe

Posted by: Marcela | June 28, 2009

A Atenção e Seus Acompanhantes

Todos querem atenção desde sempre, e para sempre

Todos querem atenção desde sempre, e para sempre

Engraçado como às vezes nós falamos das crianças, e de como elas fazem o que podem e o que não podem para chamar atenção dos adultos. Esses dias eu venho percebendo que isso não é uma exclusividade dos pequenos, todos, do mais novo ao mais velho, querem atenção.

Meu avô sempre foi uma pessoa muito ativa, nunca consegue ficar parado por muito tempo, e aproveitava essa disposição para cuidar de jardins, cachorros, o que estivesse a sua disposição. Ter uma conversa sem ele participar nem pensar! Ele dá um jeito de entrar no assunto. Nós, que já o conhecemos, achamos graça, e conversamos com ele, damos atenção.

Eu também tenho um priminho pequeno. Quer dizer, pequeno nada. Ele já tem bem uns sete anos. Mas é extremamente necessitado de ter a atenção de todos o tempo todo. Nada mais natural para a idade dele. Ele faz graça, pula, brinca, dança, o que for preciso, e todos riem, e dão atenção para ele.

Tudo bem, nos “extremos” da vida, por assim dizer, nós não nos importamos em ceder a atenção, e rir das brincadeiras de uma criança, ou de achar graça nas histórias de um avô. Quando a história é o período que vai da pré-adolescência até a vida adulta a coisa muda um pouco de rumo.

As pessoas não expressam tão claramente essa necessidade de atenção, apesar de ela ainda ser presente, e muito mais do que se imagina. A gente acha que é bobeira, que não precisa que os outros reparem em nós o tempo todo. Bem, eu digo uma coisa só: Bullshit! Pura bobeira!

Que atire a primeira pedra quem não fez algo muito legal e ficou esperando aquele reconhecimento que nunca veio? Ou então, aquela pessoa que ficou com ciúmes por ver outra pessoa ganhar algo legal, ou passar por uma experiência boa, e não quis o mesmo para si. É normal do ser humano sentir inveja, querer atenção.

Eu sou tão normal quanto qualquer outra pessoa, e sinto necessidade de ter atenção como qualquer outro. É difícil assumir isso e mais ainda aprender a viver com o sentimento. Às vezes tudo o que você quer é atenção, e acaba sentindo inveja, raiva e, por que não dizer, até ódio por não receber. É aí que você se sente mal consigo mesmo. Então eu digo: não sinta.

Você não é o único a se sentir assim, eu garanto. E tudo bem, desde que não seja uma constante em sua vida, e desde que você saiba lidar bem com esses sentimentos. O que não pode é deixar o ciúme e a raiva te dominarem. Tenho trabalhado com isso, em não deixar esses sentimentos tirarem o melhor de mim.

Com o tempo, você aprende a ficar genuinamente feliz pelos outros, e a realmente não sentir nada mais que alegria e realização por ter afastado de você tudo de ruim. Eu ainda não alcancei esse estado de graça, mas estou perto.

Posted by: Marcela | June 23, 2009

Músicas que Falam de Mim (Parte 1)

Sabe quando você está ouvindo uma música e, quando começa a prestar atenção na letra, tem certeza que quando a pessoa escreveu aquilo estava pensando em você? Pois é, isso acontece comigo quase todos os dias…

Decidi que vou começar a postar aqui as minhas favoritas, com letra e, sempre que tiver, um box (youtube na veia) com o clipe da música.

Vou começar com uma música da Demi Lovato. Eu adoro a música dela por que elas tem uma tendência muito pesada, que a Demi tira das músicas de rock pesado que ela adora! No entanto, o estilo pop está li, marcando presença. Muito bom. A música chama La La Land, e faz parte do primeiro álbum solo dela, Don’t Forget, que protagonizou Camp Rock com o Joe.

Vou colocar a letra abaixo:

I am confident but
I still have my moments
Baby, that’s just me

I’m not a supermodel,
I still eat McDonalds
Baby, that’s just me

Well some may say I need to be afraid
Of losing everything,
Because of where I
Had my start and
Where I made my name
Well everything’s the same
In the La La Land machine machine

Who said I can’t wear my
Converse with my dress
Well baby, that’s just me

Who said I can’t be single
and have to go out and mingle
Baby, That’s not me…No No

Some may say I need to be afraid
Of losing everything,
Because of where I
Had my start and
Where I made my name
Well everything’s the same
In the La La Land

Tell me do you feel the way I feel,
Cause nothing else is real
in the La La Land machine

Some may say I need to be afraid
Of losing everything
Because of where I
Had my start and
Where I made my name
Well everything’s the same
In the La La Land machine
Well I’m not gonna change
In the La La Land machine
I will stay the same
In the La La Land
Machine, Machine, Machine

I won’t change anything in my life
(I won’t change anything in my life)
I’m staying myself tonight
(I’m staying myself tonight)

É muito sobre ser você mesmo, e agir do jeito que você acha que deve agir, e não de acordo com o que é imposto. Eu adoro essa letra. Minha parte favorita, no entanto, não é gritar machiiiiiiiiinnnneeee como se não houvesse amanhã, apesar de isso ser muito libertador. Tem coisa mais eu do que “Who said I can’t wear my / Converse with my dress / Well baby, that’s just me’?.

Fala sério, All Star é tudo na vida, e quem foi que decidiu que vestido = sandália/sapato? Quero mais é meu bom e velho All Star!

Pra quem quiser conferir, olha o clipe da música aí em baixo:

Ficha Técnica:
Música: La La Land
Intérprete: Demi Lovato
Álbum: Don’t Forget
Gravadora: Hollywood Records
Composição: Demi Lovato, Nick Jonas, Joe Jonas, Kevin Jonas II

Posted by: Marcela | May 28, 2009

Os Valores e Morais do Futuro

O futuro está em ótimas mãos

O futuro está em ótimas mãos

Gente, estou desacreditada. Eu sempre entro no blog para ver as estatísticas, como andam os posts, se ainda leem isso (incríveis 5 pessoas por dia!) e tal. Nesses últimos tempos, um dos termos mais buscados é ‘Valores Morais’ e seus afins.

Aposto que você quer saber por que isso me choca tanto, não é? Eu explico. Sempre achei que essa história de valores, morais e costumes tivesse se perdido no tempo-espaço, em algum passado distante demais da minha realidade. Casar virgem? Costume dos tempos da vovó. Respeitar os pais? Jamais! Dar a si mesma o devido valor? Coisa dos anos 20. Pois bem, eu acho que a maré está começando a mudar…

Essas buscas sem fim no meu blog me intrigam. Quando eu escrevi o post falando sobre isso, foi pro causa do exemplo dos Jonas Brothers. Os três são sucesso no mundo todo, estão começando sua turnê mundial agora, e são certinhos de tudo. Não fumam, não bebem, não usam drogas, usam anéis de castidade e tentam manter suas vidas o mais privado possível. Poderia ser um fato normal, se a média de idade dos irmãos não variasse entre 16 e 21 anos, aquela fase crítica em que nada do que fazemos parece dar certo. Para eles, no entanto, as coisas dão, sim, certo.

Durante sua breve passagem pelo Brasil, os Jonas Brothers causaram polêmica, e em todos os jornais o assunto que não saiu de pauta foi a virgindade prometida até o dia do casamento. Às vezes até parecia que ninguém se importava com o show, que era tudo sobre os tais anéis. Meio irritante até.

Pode ser que esse boom que sofremos, mesmo que tenha sido breve, tenha sido suficiente para mexer com a mente das pessoas, que decidiram saber mais sobre esses valores, costumes e morais tão diferentes à nossa realidade. Não sei o que causou esse aumento, mas ele me deixa feliz. Ver que as pessoas que são o futuro de amanhã estão se importando com coisas assim é gratificante, e eu não poderia ficar mais contente por ver que o mundo vai estar em ótimas mãos.

Não ache que eu estou pensando que foram os Jonas Brothers que causaram tudo isso. Longe de mim, eu os defendo, mas entendo o poder das coisas, e sei que eles não são tudo isso por aqui. O que eu acredito é que a juventude não quer fazer parte desse mundo que existe agora, de casos de uma noite só e coisas do tipo. Vejo meninas de 13 anos namorando sério, e, mesmo achando isso muito precoce, acho legal ver como elas entendem o valor do compromisso.

Essa é uma coisa que eu torci muito para que não se perdesse, pois eu pretendo ensinar à minha filha tudo aquilo que eu acredito, e torço para que ela me entenda e siga meus passos. Mas tudo isso de nada adianta se a melhor amiguinha dela no colégio fica grávida aos 14 anos e não sabe quem é o pai. São ideias contrárias, que só servem para confundir a mente de uma criança.

Para concluir, estou orgulhosa e feliz, e espero que isso não seja apenas uma fase, mas sim uma coisa que voltou com força, e dessa vez para ficar!

Posted by: Marcela | May 8, 2009

A Primeira Vez…

Eu simplesmente adoro ter aquela sensação de primeira vez. Primeira paquera, primeiro amigo, primeiro beijo, primeiro dia de aula, primeira prova na faculdade, primeira matéria publicada… A lista continua para sempre se deixar.

Tive um momento recentemente que me lembrou muito disso (e é claro que é Disney related). A famosa 3 o’clock parade do Magic Kingdom mudou de muitas reclamações. Agora alguns personagens, que antes ficavam em carros agora vão no chão e o carro que era dos vilões não existe mais.

Pois bem, fui eu assistir ao vídeo da parada depois das mudanças, a sensação foi a de primeira vez. Eu já sabia a música e a coreografia de cor (When you close your eyes and you realize, any dream is possible), mas mesmo assim eu me emocionei, como sempre faço…

O primeiro espetáculo que eu assisti naquela terra dos sonhos foi o Fantasmic, do Hollywood. Nossa, como eu pirei… Parecia criança! Eu gritava pelas coisas mais banais, e chorava cada vez que a música da Bela e a Fera fazia menção de começar. Foi um dos momentos mais incríveis que já vivi, sem dúvida.

A minha primeira parada foi o Spectromagic, que acontece de noite e é um show de luzes. Se eu acahva que tinha sido feliz, isso foi até ver o Gênio. E sim, eu estou falando do Gênio da Lâmpada, do Aladdin. Eu AMO esse personagem, é um dos meus preferidos, sei todas as falas dele de cor. Eu chorei muito (muito mesmo!!) depois que ele apareceu, mas nada se compara ao que aconteceu depois, e qualquer Disney freak já deduziu que, se aconteceu depois da parada, só pode ser o Wishes.

Nesse momento eu percebi tudo o que ainda não tinha percebido: eu estava em outro país, com pessoas que não conhecia (menos a Maki, claro, minha companheira de aventuras), longe da minha família, do meu namorado… eu estava trabalhando na Disney!!! OMG!!!

Eu acho que nunca teve uma vez que eu tenha chorado tanto na minha vida. Com certeza assustei aqueles amigos que tinha acabado de conhecer, e nem me importei, só precisava me acabar em lágrimas, e foi o que eu fiz. Desse dia em diante, eu me apaixonei por esse show de fogos. Assisti ele tantas vezes que, se fechar os olhos, posso imagina-lo com perfeição.

Mas voltando ao assunto, que era a sensação de primeira vez, ver a mesma parada, só que repaginada, me deu aquela mesma sensação de ver o Gênio pela primeira vez, e, quando dei por mim, estava gritando para o computador “O gênio está no chão!! Ele está no chão…”.

É, eu sei que se um dia eu voltar para lá tudo vai ser diferente, assim como nenhum beijo é igual ao primeiro e nenhuma matéria vai te emocionar tanto quanto a primeira, mas a sensação que vem depois, a familiaridade, é tão boa quanto o ineditismo, e te faz sentir bem.

Quem ficou curioso com a parada, clica no play aí em baixo e curta!!!

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