Posted by: Marcela Bonazzi | July 23, 2008

‘Why so serious?’

 

Na Sexta-feira, dia 18, fui assistir à estréia de ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’ no cinema. Eu sempre gostei de ir ao cinema, principalmente na estréia. A emoção é diferente e por mais que se saiba sobre o filme, você sabe que aquela é a primeira vez que aquilo está sendo exibido para as pessoas naquela sala.

 

De qualquer maneira, eu vim aqui para falar do filme. Agora, se você ainda não assistiu e não quer estragar a surpresa não continue a ler esse post. Ainda não sei o que vou escrever, minha cabeça me leva a lugares que nem eu sabia existir antes, e posso estragar algumas surpresas. Baixa mais a página, tem mais 3 textos lá em baixo, vai ler eles e depois que assistir o filme. Volta aqui e me diga o que achou, certo?

 

Vamos lá, primeiro de tudo. Se você é que nem eu e fica muito tenso em filmes assim não vá sozinho. Leve alguém, de preferência alguém que você possa agarrar a mão bem forte. Eu fui com a Maki e o Luiz, e só soltava deles para beber da minha coca-cola gigante. Desde os trailers você já fica pulando na cadeira de expectativa.

 

Por que esperava tanto desse filme? Li tantas histórias sobre ele que nem sei por onde começar. Talvez pelo óbvio, Heath Ledger. O cara conseguiu pegar um personagem que já havia sido feito pelo grande Jack Nicholson e transformá-lo (deixando-o melhor ainda!) em um personagem tão grande que acabou ofuscando o protagonista do filme. Depois que ele morreu, a tensão em volta do filme só aumentou, com boatos que chegavam a dizer que o cara tomava remédios justamente por causa do papel sombrio que estava interpretando. Só isso já é macabro o bastante. E ainda diziam que o Batman seria mostrado por um outro ângulo, diferente do usual.

 

Comprei minha entrada com tudo isso em mente, e louca pra ver se era verdade. Sobre o Coringa eu posso afirmar que não exageraram em absolutamente nada. Você pode passar duas horas olhando fixamente pra tela e simplesmente não acredita que aquele cara é o mesmo que dá um tapinha na bunda de um policial gordo depois de cantar ‘I Love You Baby’ acompanhado por uma banda de escola, ou aquele cavaleiro tão bonzinho, que no final ganha a luta sem usar uma armadura e fica com a garota. Esses personagens ficam apagados, e Heath surpreende, mostrando que pode ser muito mais do que um ‘Queridinho da América’, ele pode ser um vilão, e dos bons.

 

A risada que ele faz te dá arrepios que sobem desde o dedo do pé até o último fio de cabelo. Sua determinação, o jeito como sua mente funciona, é tudo brilhante e inesperado. Quando você diz algo do tipo ‘Ah, agora ele vai fazer tal coisa’ ele vai lá e faz uma outra, completamente inusitada e você fica com seu queixo largado, ali no chão mesmo…. Olha, se esse cara não for indicado e ganhar um Oscar, desacredito de tudo. Não pela morte dele, isso nem tem nada a ver, mas pelo brilhantismo que ele colocou nesse personagem.

 

E o Batman, ah o Batman. Aquele que você sabe que é tão bom e tão herói. E realmente, ele é um herói, mas o jeito que colocaram ele no filme é brilhante. Ele não é aquele que faz o que a cidade quer ver, mas sim o que a cidade precisa. Pegaram aquele homem morcego dos filmes anteriores e remodelaram ele, fazendo dele uma pessoa normal, apenas com uma roupa diferente. A maior prova disso é que o povo começa a imitá-lo, assim como fazemos com nossos maiores ídolos.

 

Vemos um Bruce Wayne vulnerável, que sofre uma grande perda e que não sabe mais como lidar com essa identidade, e está disposto a passar seu posto de herói de Gotham para quem realmente o mereça, pelo menos é o que ele pensa. O que também é interessante de perceber é o afastamento entre Bruce e Fox (o que cuida das roupas, armamentos e utensílios do Batman), que vemos depois que é necessário.

 

A terceira grande surpresa foi Aaron Eckhart, que interpretou o promotor de justiça Harvey Dent. Por alguns momentos você chega a ficar realmente divido, não sabendo se torce para que ele fique com a mocinha, no caso Rachel, grande amor na vida de Bruce, ou com o herói da trama. Após sofrer o acidente e ter metade de seu rosto deformado pelo fofo (aliás, os efeitos especiais para a metade queimada do rosto são absolutamente incríveis. Não sei como conseguiram…), o promotor que antes lutava pela justiça, vira uma pessoa má e vingativa. Quem confunde a cabeça dele para tranformá-lo em uma pessoa ruim? Novamente o Coringa (que nessa cena está vestido de enfermeira, é muito engraçado).

 

Enfim, poderia ficar aqui por horas escrevendo, mas o post ficaria muito grande. Por enquanto, paro por aqui. Quem sabe, algum dia, eu escreva mais. Ou não, afinal ainda tenho uns 3 textos de gaveta que estão muito legais e que eu quero muito postar.

 

Minha recomendação? Assistam! Não percam a chance. No cinema as emoções são diferentes, é muito melhor.


Responses

  1. Sério, eu preciso ver esse filme… Eu preciso ver o Heath! Ele deve ter ficado magnífico nesse papel!

    Justo quando ele conseguiu um papel que parecia explorar todo potencial dele, aconteceu isso… bem.. pelo menos podemos dizer que foi um ‘gran finale’, digno de grandes personalidades que vão muito além de fazerem o óbvio!

    Parabéns pelo texto!
    Quando eu assistir, venho aqui comentar minhas impressões pós-flme! HAHhahaha

    Beijin da muffin para a outra muffin!

  2. da-va-o-cu-pra-ter-da-do-pro-heath

  3. meu, nem comento né? Heath simplesmente fantástico, não tem nem o que falar. Se ele não ganhar um Oscar (mesmo que seja como homenageado) eu boicoto a premiação pro resto da vida. Ele conseguiu levar o coringo a um outro nível que nenhum outro ator (nem mesmo Jack Nicholson – sorry, Jack) jamais conseguiu. E o batman, também, incrível. Ele levou a dualidade do ser super-herói a um patamar inacreditável, que me deixou embasbacada. Com certeza esse filme vai fazer bonito na premiação da academia!
    A única coisa ruim que eu encontrei no filme foi a voz do Batman… pelo amor de Deus dêem uma pastila de garganta pra ele! ahuhauahua.. mas fora isso, sensacional!

    Ps: total sai com a mãe doendo de tão forte que agente se segurou!

  4. Mah… muito bom o post…
    Heath simplesmente fantástico, não tem nem o que falar. Se ele não ganhar um Oscar (mesmo que seja como homenageado) eu boicoto a premiação pro resto da vida. Ele conseguiu levar o coringo a um outro nível que nenhum outro ator (nem mesmo Jack Nicholson – sorry, Jack) jamais conseguiu.(2)
    Ele tava demais no filme, perfeito, vc arrumar meu post dai vc ve o q eu achei do filme..

  5. Eu não tinha em quem segurar, mas q fiquei muito apreensiva…nossa tomei cada susto


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