Posted by: Marcela Bonazzi | September 29, 2008

Sexo sem sexo

 

Tá, pode ser um conceito estranho para muitos (ou até para todos), mas nunca uma coisa foi tão clara para nós. Sabia que esse final de semana só de garotas ia fazer um bem enorme para nós duas. Depois do inferno que foi essa última semana era tudo o que a gente queria: filmes dançantes com homens pra lá de galantes (ui, rimou!). E, sinceramente, quem consegue resistir a Patrick Swayze e aquela pegada animal que ele tem? Chegamos a conclusão que Dirty Dancing é o melhor filme já feito na história da humanidade e que NADA, mas NADA nesse mundo, supera aquela pegada (se bem que Diego Luna chega bem perto em Dirty Dancing noites em Havana – sim, foi total uma maratona dança de salão). Mas voltando ao assunto principal, o que descobrimos neste final de semana foi que tudo o que queremos na vida é sexo sem sexo. Calma, a gente explica.

 

Bom, uma imagem vale mais do que mil palavras, não é? Pelo menos é o que dizem. Então vamos fazer assim. Assite o vídeo que a gente vai deixar, mas assiste com atenção, e depois volta aqui e termina de ler. Se não vai ser impossível entender alguma coisa! 

 

Link vídeo:  http://br.youtube.com/watch?v=RxUpTYyHlcw

  

Muito bem, assistiram? Então vamos lá. Acho que o mais óbvio nisso tudo é…o sentimento. É simplemente incrível o jeito que eles se entregam um para o outro. Baby poderia morrer ali que iria feliz. E o mesmo acontece com o Johnny. É tão sincero, tão intenso, tão hot que é complicado explicar. Mesmo como mero espectador você consegue sentir cada sensação que eles sentem, o frio na barriga, a respiração ofegante, o desejo, o amor. Eles nem precisavam realmente consumar o ato (apesar de que todos sabemos o que vem depois). Aquela atração, o movimentar junto dos corpos, cada toque, cada olhar, cada momento, é muito mais intenso do que o sexo em si. A dança deles é tão cheia de paixão e de sentimento que palavra nenhuma é necessária para que eles saibam os próximos movimentos, quem dita as regras ali é o coração.

 

Onde entra a parte do ‘sexo sem sexo’? Bem aí, nesse momento em que os corpos se encontram e se tornam uma unidade. Nesse momento em que nada no mundo é mais importante do que aquela dança. Nesse momento em que tudo o que corre por suas veias é amor. Nesse momento que não é o sexo em si mas, com a melhor definição já dita por nós duas, sim ‘sexo sem sexo’.

 

Porque também, se pensarmos bem.. sexo virou uma coisa tão banal, tão comum que perdeu toda aquela ‘magia’ que originalmente tinha. Antes era tão bonito, era um ato tão revelador e íntimo que era tratado com um tabu absurdo. Claro que a queda do tabu foi um avanço incrível. Poder discutir abertamente sobre o assunto, tirar dúvidas e experimentar ‘novidades’ é sempre bom, mas essa abertura foi tão grande, que a vulgaridade sobrepôs a simbologia. Um casal de namorados eventualmente terá que transar porque é o curso natural das coisas. Virou um total clichê e poucos são aqueles momentos em que a verdade do sentimento transparece. Sexo não é mais sinônimo de ‘ele me quer’ e sim de ‘era necessário’. Logo, os momentos de sexo sem sexo preenchem a lacuna, são tão profundos que, na nossa opinião, passam a ser mais fortes que o sexo em si.


É justamente por esse momento ser tão raro e tão difícil de acontecer que levamos ele tão a sério (e o queremos cada vez mais!). As pessoas teimam em não entender por que ficamos tão eufóricas vendo uma cena dessas, nos olham estranho, acham que devemos estar loucas. Acredite, não estamos, só vemos o mundo com outros olhos, com a nossa visão bolha de tudo. Nossa visão de mundo é muito diferente. Sempre tentamos ver o lado bom de tudo, acreditamos no amor verdadeiro e eterno, temos uma imaginação que não cabe no planeta. Para nós, a verdadeira realização se dá na concretização dessas nossas pequenas histórinhas imaginadas, dos sonhos que temos (seja como conjunto, seja unitariamente). Na nossa bolha, um momento como esse vale…uma vida. Literalmente. O mundo pode estar acabando a nossa volta, os cavaleiros do apocalipse chamando nossos nomes, as meninas de petrópolis cantando o fim da vida como a conhecemos, anjos querubins jogando pétalas de rosas, mas ainda assim, se estivessemos e um momento como esse, nada mais importaria. É essa necessidade de ter alguns segundos de ‘não-percebo-nada-que-acontece-a-minha-volta’ que defendos com tanta paixão.

 

Acreditamos que, bem lá no fundo, todas as pessoas amam momentos como esse, e só não defendem com unhas e dentes como nós por que ainda não perceberam a diferença que isso pode fazer em sua vida. Não achamos que seja exagero afirmar isso, é a mais pura verdade. Ter essa percepção do mundo pode te ajudar a ver tudo de um outro ângulo, um ângulo melhor e mais imaginativo. Isso sempre mantendo um pé no chão, para depois não sofrer uma queda daquelas, é claro.

 

Acreditamos tanto nisso que chega a doer. De verdade. Como se alguma coisa faltasse e tivéssimos um buraco no coração. Um buraco que aumenta cada vez que sentimos falta de um momento como esse, que percebemos que a vida não será a mesma sem ele. Não que eles sejam inexistentes em nossa vida. Não são. Só são poucos, como na vida de quase todos hoje em dia. É por isso que buscamos, cada vez mais, deixar cada aspecto de nossas vidas mais doces e mais alegres, para que cada momento (seja fazendo roteiro de rádio ou vendo vídeos antigos) seja único, feliz e inesquecível. 

 

Agora, resta uma dúvida: por que esse post está escrito todo na primeira pessoa do plural? Será que a Marcela pirou de vez? Nãooo!!! Acontece que eu e a Marcela (a a outra, hahahahaha) escrevemos esse texto juntas, pelo google docs. Por isso o plural. Portanto, qualquer esperança de trancar qualquer uma de nós duas em um manicômio está fora de questão! Ainda não piramos de vez, pelo menos achamos que não… Apesar que…toda essa coisa de escrever texto no Google Docs sem precisar arrumar nada, todas as frases faladas em uníssono e as crescentes semelhanças começam a assustar nós mesmas. Quem sabe a gente não se interna sozinha no futuro?! Desde que Johnny Castle possa vir conosco, nem ligamos…

 

Nossas gavetas estão cheias de pensamentos ocasionais como esses. Cada vez mais ocasionais, precisam de uma gaveta própria, etiquetada: Estilo de Vida.


Responses

  1. Meninas, adorei o texto… pela forma como foi escrito… Mas hoje eu tenho que discordar… Não por completo, mas em um ponto…

    Nem só sexo, nem só sexo sem sexo, melhor que qualquer um desses dois é o ‘sexo sem sexo’ com sexo! Esse sim faz a gente ver que a vida a pena…

    Porque é bom viver momentos como esses em que o mundo pode cair lá fora, que a gente nem percebe de tão imersas que estamos na mais plena felicidade, loucura, paixão, amor e tesão…

    Só que eu acho que quando vc consegue viver momentos como esse com alguém é que tem algo de muito especial nessa pessoa, em vocês juntos. As coisas bonitas não estão só na alma e no coração, nem só em sensações psíquicas…

    Desejar sentir alguém em você tem muito a ver com desejo, com química, mas tbm tem muito a ver com amor… Com desejar que aquela pessoa te vire do avesso, te faça descobrir as coisas mais loucas, te faça suar e morrer de tesão… E ao mesmo tempo tem a ver com aquele olho no olho e aquele ‘eu te amo’ sussurrado no meio dessa euforia toda…

    E muitas vezes é necessário sim… Não no sentido fisiológico da coisa, mas no sentido de que fazendo amor a gente encontra jeitos de dizer que ama que muitas vezes as palavras não dão conta de expressar… Naquela preocupação do prazer com o outro e na preocupação do outro com o seu prazer tem uma beleza incrível… É quando a gente se liberta de todo egoísmo e se entrega de corpo e alma, sem restrições… Sem se preocupar se parece fácil demais, sabida ou inocente demais…

    É necessário sim, porque as vezes a gente simplesmente encontra o outro na sintonia de precisar sentir aquilo mais uma vez, juntos. É necessário porque faz feliz, porque faz sorrir de cansaço, porque faz bem pra pele, pro coração porque a gente pode fazer horrores num instante e no outro virar criança que se aninha naquele abraço quentinho.

    É ficar louca mesmo, de esquecer o nome, de ver estrelas… De querer morrer ali, mas ao mesmo tempo querer viver pra sempre pra poder sentir aquilo todos os dias e noites…

    Fazer amor é lindo e é completamente sem regras… Sem música perfeita, sem roupa sensual, sem cama por perto… Faezr amor é lindo nas suas infinitas falhas… Quando o strip tease vira piada e a gente termina rindo enquanto goza… Quando não tem nem vela e nem vinho…

    Fazer amor é bom porque junta dois corpos e duas almas em um único propósito… Quer coisa mais sublime que isso? Nem só corpo, nem só alma… Mas os dois juntos, perfeitamente desajustados no compasso louco entre o coração acelerado e a respiração ofegante.

    Eu entendo perfeitamente o que vcs quiseram dizer com tudo isso… E acho interessante essa idéia que vocês fazem desses momentos… Mas descobrir que naquele momento ‘x’ o sexo sem sexo já bastaria… É sinal de que o sexo realmente vai valer a pena e por isso deve ser feito, sentido e vivido.

    Amo, amo, né?!

  2. Idem anterior; “ipsi literis”.

  3. bemmmmmmmmmmmmmmmm e puraaaaaaaaaaaaaaaaaaa verdadeeeeeeeeeeeeeee de vocesssssssssssssssss ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii e jamaissssssssssssssssssss teraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa um casalllllllllllllllllllllllll em algum filme como elesssssssssssssssssssssssssssss o sexoooooooooooooooooooo o amorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr sao unicossssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss comoooooooooooooooooooo dirty dancyngggggggggggggggggggggggggg eternoooooooooooooooooooooooooooooooooo.


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