Posted by: Marcela Bonazzi | June 28, 2009

A Atenção e Seus Acompanhantes

Todos querem atenção desde sempre, e para sempre

Todos querem atenção desde sempre, e para sempre

Engraçado como às vezes nós falamos das crianças, e de como elas fazem o que podem e o que não podem para chamar atenção dos adultos. Esses dias eu venho percebendo que isso não é uma exclusividade dos pequenos, todos, do mais novo ao mais velho, querem atenção.

Meu avô sempre foi uma pessoa muito ativa, nunca consegue ficar parado por muito tempo, e aproveitava essa disposição para cuidar de jardins, cachorros, o que estivesse a sua disposição. Ter uma conversa sem ele participar nem pensar! Ele dá um jeito de entrar no assunto. Nós, que já o conhecemos, achamos graça, e conversamos com ele, damos atenção.

Eu também tenho um priminho pequeno. Quer dizer, pequeno nada. Ele já tem bem uns sete anos. Mas é extremamente necessitado de ter a atenção de todos o tempo todo. Nada mais natural para a idade dele. Ele faz graça, pula, brinca, dança, o que for preciso, e todos riem, e dão atenção para ele.

Tudo bem, nos “extremos” da vida, por assim dizer, nós não nos importamos em ceder a atenção, e rir das brincadeiras de uma criança, ou de achar graça nas histórias de um avô. Quando a história é o período que vai da pré-adolescência até a vida adulta a coisa muda um pouco de rumo.

As pessoas não expressam tão claramente essa necessidade de atenção, apesar de ela ainda ser presente, e muito mais do que se imagina. A gente acha que é bobeira, que não precisa que os outros reparem em nós o tempo todo. Bem, eu digo uma coisa só: Bullshit! Pura bobeira!

Que atire a primeira pedra quem não fez algo muito legal e ficou esperando aquele reconhecimento que nunca veio? Ou então, aquela pessoa que ficou com ciúmes por ver outra pessoa ganhar algo legal, ou passar por uma experiência boa, e não quis o mesmo para si. É normal do ser humano sentir inveja, querer atenção.

Eu sou tão normal quanto qualquer outra pessoa, e sinto necessidade de ter atenção como qualquer outro. É difícil assumir isso e mais ainda aprender a viver com o sentimento. Às vezes tudo o que você quer é atenção, e acaba sentindo inveja, raiva e, por que não dizer, até ódio por não receber. É aí que você se sente mal consigo mesmo. Então eu digo: não sinta.

Você não é o único a se sentir assim, eu garanto. E tudo bem, desde que não seja uma constante em sua vida, e desde que você saiba lidar bem com esses sentimentos. O que não pode é deixar o ciúme e a raiva te dominarem. Tenho trabalhado com isso, em não deixar esses sentimentos tirarem o melhor de mim.

Com o tempo, você aprende a ficar genuinamente feliz pelos outros, e a realmente não sentir nada mais que alegria e realização por ter afastado de você tudo de ruim. Eu ainda não alcancei esse estado de graça, mas estou perto.


Responses

  1. Caramba! Esse post foi muito bom! Me fez parar e pensar em alguma coisas que vem acontecendo no mesmo sentido! Acho que a atenção é tudo, seja lá como for! Muito bom mesmo Mah! Parabéns! Além de você escrever o que se passa com você, com seu avô, seu priminho ou sei lá quem mais, você também transmite uma mensagem legal para quem está lendo. Uma mensagem que faça os outros olharem com mais calma e com mais atenção tudo que acontece nessa questão de “atenção” ao próximo! Mais uma vez, parabéns! Beijão!


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