Posted by: Marcela Bonazzi | September 15, 2011

Insônias e cafés

Eu, como grande parte da população, sofro de insônia vez ou outra. Quando ela ataca eu fico pelo menos até cinco horas da manhã completamente acesa, sem conseguir pregar os olhos. E só durmo depois de muita insistência.

A última vez que isso aconteceu foi noite passada. Eram quatro horas da manhã e eu estava lá, limpando a cozinha, lavando a louça e dando uma geral no microondas. Sem um pingo de sono. Quando finalmente consegui dormir deviam ser mais de seis horas da manhã porque minha mãe estava começando a se arrumar para ir para o trabalho.

Acordei por volta das onze para ir almoçar na casa da minha avó. Tive umas cinco horas de sono que seriam suficientes se tivessem sido boas, mas não foram. Meu sonho foi muito agitado, e rolei na cama que nem um frango assado a manhã toda. Mas né? Vó é vó, então levantei e fui almoçar com ela.

Só fui realmente começar a sofrer com a falta de sono quando eram três horas da tarde – faltando quatro horas para o final do meu expediente. Bocejava a cada um minuto e meu olho lacrimejava sem fim. Tinha certeza de que ia começar a dormir sentada a qualquer momento. Sim, era feia assim a situação. Então decidi fazer uma coisa que há muito não fazia: tomar café.

Vou explicar meu relacionamento com o café. Nós nos amamos, muito mesmo. Eu amo o cheiro, o gosto e o efeito que ele tem em mim. Passei um ano inteiro tomando uma garrafa térmica de café sozinha por dia. Isso, somado ao stress da vida, teve consequências e assim nasceu minha gastrite. Tive que me separar do café.

Ele virou meu maior inimigo e sempre que tomava um golinho que fosse passava mal o bastante para lembrar o motivo de não estarmos mais juntos. Conforme me curei da gastrite voltei a ter hábitos alimentares horríveis, mas o café nunca voltou. Por algum motivo nunca nos acertamos.

Até hoje. Hoje eu cheguei no nível de não saber como ia ficar acordada. Tentei música alta, jogar água no rosto e até uns tapinhas de leve. Nada deu certo. Tive que recorrer ao café. Meu bom e velho amigo café aquele que eu não tomava há meses. Aquele que eu amo. Se eu soubesse no que essa história toda ia dar não tinha me dado ao trabalho e tinha tirado meus quinze minutos de folga para cochilar na sala de reunião.

Logo que a cafeína começou a fazer efeito eu comecei a sentir calor. MUITO calor. Comecei tirando o casaco, depois o lenço, depois a malha. Parei na regata – até porque embaixo dela não tinha nada. Ainda morria de calor. Me abanava sem parar. Aí começou a tontura. A redação rodava e rodava e eu hiperativa fazendo tudo super rápido.

E nessa onda de calor e tontura minha mão começou a tremer. Se nunca tivesse tido isso antes ia achar que estava morrendo. Mas sabia que era só cafeína demais num corpo que estava cansado demais e com horas de sono a menos. Só me restava esperar passar. E tomar água. Muita, muita, muita água.

Óbvio que os efeitos foram passando aos poucos, mas pelo menos aprendi algo de valioso hoje: muita cafeína num corpo cansado e desacostumado é igual à menopausa precoce com requintes de tremedeira.

Anotaram?


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