Posted by: Marcela Bonazzi | February 16, 2012

Maravilhoso mundo dos ships

Ships queridos

Ships queridos

Ser viciada em séries tem as suas consequências. Umas delas é que as chances de você se tornar a louca dos ships é muito grande. Vide eu, e grande parte das minhas amigas que também são loucas por seriados. *aham Luce, Adara e Tathy aham*

Eu acompanho com regularidade 9 séries atualmente: Glee, The Vampire Diaries, Hart of Dixie, Parenthood, Once Upon a Time, Grey’s Anatomy, The Secret Circle, How I Met Your Mother e Smash. E não estou contando The Voice, que é reality. E não vou nem começar a falar sobre as já canceladas mas sempre muito amadas e assistidas mais de uma vez.

Já deu pra sentir que é coisa pra caramba. E em todas essas séries aí de cima eu tenho pelo menos um ship que defendo com unhas e dentes. Para quem não sabe, vai aí uma aulinha: ship vem de relationship, e é o termo usado para designar o casal de uma série que você ama e acha que devia ficar juntos para sempre, se casar, ter filhos e envelhecer vendo os netos brincar enquanto ficam sentados uma cadeira de balanço. O famoso “felizes para sempre até que o cancelamento nos separe”.

Eu parei para pensar em qual foi o meu primeiro ship de verdade. De cara pensei Luke e Lorelai (Java Junkie all the way), mas aí vi que me precipitei. Vamos voltar alguns anos no tempo que eu explico.

Sempre amei televisão, desde muito pequena. Passava as manhãs e as noites na casa da minha avó e via todos os dias os mesmos programas com a minha prima. De manhãzinha Pistas de Blue – eu era criança, não me julguem – mais tarde Angel Mix, Eliana ou qualquer que fosse o programa infantil da vez. De noite tinha Castelo Rá-Tim-Bum, Tintim, Disney Cruj, Carrossel e o clássico Chiquititas. Foi nessa época que comecei com a ideia de ship sem nem perceber.

Sempre que assistia a Power Rangers ficava torcendo pra Ranger rosa – motivo de briga entre eu e minha prima para ver quem seria ela nas brincadeiras – namorar com o Ranger vermelho/azul/branco/preto/quem quer que fosse o bambambam da hora. Queria mesmo que eles ficassem juntos e minha alegria era quando ela era sequestrada ou acontecia alguma coisa e lá ia o tiozinho salvar ela. E Chiquititas? Acompanhar a vida amorosa da tia Carolina me daria tontura hoje – rodada much? – mas na época sempre cruzava os dedos pra ela ter encontrado seu príncipe ideal. Até em Caverna do Dragão eu queria ver a menina da capa da invisbilidade ficando com o loiro bonitinho.

O tempo foi passando e comecei a acompanhar séries adultas como E.R. e Lois & Clark. O amor do Clark pela Louis eu nem vou comentar, mas Dean Cain e Teri Hatcher sempre terão um espaço grande no meu coração. E em E.R. George Clooney me conquistou desde o começo e sempre quis que ele e a Carol parassem de enrolar para ficarem juntos de uma vez por todas. E Susan e Mark? Nas primeiras temporadas a vontade é de trancar os dois num quarto e esperar ele entrar em combustão. E o meu maior ship nesse hospital louco foi Luka e Abby. Oh casalzinho mais lindo. Chorei litros com a gravidez dela, o nascimento do Joe e o casamento…

Fui crescendo e o amor por séries veio na cola. Friends foi a primeira que comecei a ver sem ser só para acompanhar meu pai. Depois veio meu amor maior, Gilmore Girls. Foi aí que ferrou tudo, com Luke e Lorelai, e daí fui ladeira abaixo – acima? – e comecei a acompanhar mais um milhão de séries. Qualquer uma que passasse na minha frente vulgo na Warner ou na Sony eu assistia.

Comecei a fazer download, a descobrir novas séries e a me apaixonar por cada vez mais ships. Se me pedissem para listar hoje os casais para quem eu mais torci eu acho que chorava. Taí uma lista que é bem difícil de ser feita!

O engraçado de você shippar um casal é que você acredita naqueles personagens e realmente torce por eles, vibra quando alguma coisa dá certo e chora junto quando tudo desaba. É que nem em filme, só que melhor, porque toda semana tem um novo desfecho! Tudo está bem em uma terça e na terça seguinte acabou tudo. Mas tudo bem, na próxima terça tudo se resolve. E assim seu coração fica nas mãos de escritores loucos, alguns dos quais não aprenderam o significado de continuidade ainda vulgo Ryan Murphy.

E aí você fica que nem eu, enlouquecida por cada cena, analisando comentários e referências e babando, sempre babando. Discute com as amigas significados profundos que com certeza nem passaram pela cabeça dos autores e acha coisas que só mesmo uma fã enloquecida poderia encontrar.

Isso, meus caros, é o maravilhoso mundo dos ships. Nós vibramos com beijos, nos derretemos com declarações, sofremos com brigas e rompimentos e, o mais importante, usamos esses relacionamentos lindos e inventados como válvulas de escape.

Rever cenas Klaine (Kurt e Blaine, de Glee) sempre me faz sorrir. Luke e Lorelai são dois de quem eu não me canso nunca, mesmo já sabendo praticamente tudo de cor. Meredith e Derek me dão fé no amor acima de todas as coisas. Rachel e Ross me ensinaram que no final é o amor que importa, e nada mais. Lily e Marshal me dão fé de que um relacionamento de longa data pode dar certo. E assim eu vou seguindo, acompanhando a vida dessas pessoas que não existem, mas que são tão reais e fundamentais para mim.


Responses

  1. Tem nada nesse mundo de fangirl que eu ame mais do que ships. Ships fazem o mundo ficar mais bonito, mais triste, mais mágico, mais fantástico… Só quem vive nesse mundo entende, né não?

    Esse seu texto fez com que eu pensasse na minha cronologia de ships e conclui que meu primeiro ship foi em Malhação, lá no começo da década de 90, com os lindos Dado e Luisa. Ah, eu sofri com eles. Ah, eles eram lindos.

    (confissão: tb shipava em Chiquititas. LMAO)


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